quarta-feira, 23 de junho de 2010

Alooka



Travesti ataca funcionários no Hospital de Ceilândia com seringa
Ele acompanhava uma paciente e se irritou com a demora no atendimento. Afirmando ser portador do vírus HIV, ele furou a mão de uma enfermeira com uma seringa com seu próprio sangue e mordeu outra.

O acompanhante de um paciente perdeu a paciência nesta segunda-feira, dia 21, no Hospital de Ceilândia. Osmair Miliano Pinto, de 28 anos, acompanhava uma amiga que estava passando mal. Testemunhas disseram que depois de quase cinco horas de espera e sem previsão de atendimento, ele entrou em desespero. “Ela se revoltou, tinha várias pessoas chorando, desmaiando no banco, só que eu fiquei na minha, não gritei. Ela viu, deu a doida nela e ela efz isso”, explicou uma testemunha.

Como Osmair estava do lado de dentro da emergência, teve acesso a uma sala onde ficam as seringas. Ele retirou o próprio sangue e, segundo os funcionários, começou a gritar pelo corredor. A enfermeira chefe tentou controlar a situação e acabou tendo a mão perfurada várias vezes. A técnica de enfermagem que tentou ajudar levou uma mordida no braço.

O acompanhante foi preso em flagrante por um PM que estava no hospital. As servidoras tomaram um coquetel de medicamento contra o vírus HIV e foram levadas para a delegacia. Assustada, a técnica conta como foi a agressão. “Ela tinha uma quantidade grande de sangue na seringa e estava ameaçando todo mundo. Os pacientes estavam pedindo, pelo amor de Deus, para tirar aquela mulher dali”, afirmou.

O agressor fez hoje mesmo no hospital um teste que apontou que ele é HIV positivo. De acordo com o delegado Onofre de Moares, Osmair vai responder por tentativa de duplo homicídio. “A partir do momento que ficou constatado no laudo que é soro positivo vai responder por duas tentativas de homicídio qualificado. A pena para cada tentativa é de 12 a 30 anos diminuída de um ou dois terços porque foi tentativa, o homicídio não foi consumado”, explicou.


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