
Os erros e acertos do criador do Skype
Em visita ao Brasil, o sueco Niklas Zennström conta como se tornou responsável por uma das maiores revoluções no universo das telecomunicações
Célio Yano, de EXAME.com
São Paulo - Responsável por grandes sucessos tecnológicos como o KaZaA e o Skype, o sueco Niklas Zennström também acumula iniciativas não muito bem sucedidas em seu currículo - um exemplo é o descontinuado Joost, plataforma de TV pela internet. Mas ele não faz nenhuma questão de esconder isso. Zennström, empreendedor nato, é daqueles que acreditam que se pode aprender com os erros.
Hoje, aos 44 anos, o sueco atua como investidor na Atomico, empresa de capital de risco que fundou em 2006 com o amigo Janus Friis. Como risco para ele não é problema, a Atomico decidiu deixar o restrito mercado do primeiro mundo e começa a procurar parceiros na América Latina. Depois de fechar um investimento na Argentina, Zennström desembarcou na segunda-feira (3) no Brasil, que visita pela primeira vez, atrás do que ele chama de "disruptive technologies". Ideias como as que ele mesmo teve ao longo da carreira.
"Disruptive technologies são invenções que tornam alguma atividade muito mais eficiente, como o Skype fez permitindo ligações telefônicas pela internet por um custo muito mais barato", explicou o sueco em entrevista ao site EXAME. A ferramenta, que em 2005 foi vendida por US$ 2,6 bilhões para o eBay, tem hoje mais de 500 milhões de usuários pelo mundo, e é responsável por 8% de todo o tempo de chamadas internacionais no mundo.


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